A percepção do tempo torna-se cada vez mais fugaz com o passar dos anos. De fato, o tempo não muda. Quem muda somos nós. Com nossos prazos e tarefas a cumprir. Nem percebemos o tempo. Acredito que o tempo é uma questão de escolha. Sim, o que fazemos com ele em detrimento de outras atividades, é uma escolha. Pode não ser simples fazer esta opção, mas somos nós que fazemos a sinfonia do nosso cotidiano.
Extrapolando questões de ordem prática, percebi algo extremamente útil e benéfica. A tristeza, ou melhor, o sofrimento também é uma escolha. Acalmem-se. Sei bem que o mundo não é cor-de-rosa, e muito menos rosa-choque. Digo o seguinte: já que a vida nos acomete com tristezas e infelicidades sem que possamos fazer nada para mudar; a única alternativa que nos cabe é não repudiar em cima destes fatos. Se existe algo que te machuca, porque continuar batendo nesta tecla e revivendo essa dor? A dor existe por si só e não precisamos alimentá-la.
Há tanto o que fazer com o nosso tempo, que dá-lo às coisas tristes não faz sentido. Podemos não dar chance às tristezas e infortúnios da vida. Não é relevar, pois isso só traz montanhas para debaixo do tapete (hora ou outra podemos tropeçar nela). Precisamos de mais compreensão conosco e com os outros. Tolerância aos desacertos da vida e dos humanos.
Não podemos fugir dos sofrimentos, mas podemos escolher como lidar com eles. E por mais batido que seja, devemos aprender com isso e mais, superá-los.
Eu escolhi não abrir a minha agenda para a tristeza.
Alguns podem achar que é uma fuga, mas acredito que seja mais uma opção de vida.
E a sua qual é?
Tristeza nem com hora marcada
Terça-feira, 15 - Abril - 2008. por Heloísa

Droga…tinha feito um comentário gigante, agora já perdeu a graça…
Mas vou tentar…
Winnicott, meu psicanalista predileto, discordaria em gênero e número de você.
Ele acredita no valor da tristeza e acha muito importante vivenciá-la em todo seu percurso. Além de acreditar que é um preconceito social não vivê-la. Ele odeia frases do tipo: “não chora, vai passar…”
Então, entendo o seu ponto de vista, mas acho que quando você se perde na felicidade, fugindo da tristeza, você corre o risco de se alienar. E alienação não é muito popular nos dias de hoje…rs
Bjao…precisamos nos encontrar
lembrei dessa música….heheheh
“tristeza não tem fim….
felicidade sim….”
huahauhuahua
Concordo, aplaudo e assino embaixo!
O nosso livre arbítrio é que nos faz deslocar para as escolhas que fazemos.
Lembrei de uma fala do Gandalf, no Sr dos Anéis, na qual diz que só decidimos o que fazer com o tempo que nos é dado. É uma das maiores verdades. Afinal de contas, se somos senhores de nossas decisões, somos senhores de nossos destinos e de nosso próprio tempo!
Como diz Gilberto Gil: “Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei: desperitai as velhas formas do viver! (…) Água mole, pedra dura, tanto bate que não sobrará nem pensamento “.
Beijo Lô
do mano
Ixi, acho que não deixei claro que a tristeza faz parte da vida… e sim aprendemos bastante com ela…
Não concordo com o sofrimento excessivo, só isso.
Acho que não podemos, nem devemos dar força ao sofrimento.
Precisamos assimilar nossas perdas, derrotas e etc, mas sem se maltratar com isso…
Esta é a escolha, porque já que a tristeza não tem fim… e a “Felicidade foi-se embora, e saudade no meu peito ainda mora”… temos que lembrar do Gil.. e da ‘Banda’ do Chico…
Que comentário musical…rsrs
bjos
Concordo perfeitamente consigo! Temos que afastar o medo e a tristeza. Veio -me parar á mão este blog é achei graça. É um processo que tenho estado a fazer á alguns meses e penso que com algum resultado. Procurar coisas que nos deem alegria, para fugir á tristeza e po-la bem longe.Peno que quem cultiva a tristeza tem uma mente muito forte,pq ás vezes pode -se aprender alguma coisa com ela.Por ex se nao estivéssemos tristes nao podíamos dar valor á alegria e blá blá
Mas agora nao quero saber dessas coisas e quero apenas tentar cantar,hoje mais triste, amanha mais confiante.Será Que isto se aprende como o B A = BÁ?
Quem sabe…não custa tentar.
Um abraço
Bom continuação para o blog
Se quiser mandar-me um olá não hesite,será com prazer.
Uma abraço
Maria
Acho que a tristeza tem seu valor, também, mas não podemos nos perder dentro dela. Afinal, pode ser quase um labirinto.
Cante hoje e cante sempre!
Um grande abraço!
Heloísa