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O Brasil parou.

Mais uma vez parou.

Não se falou nada além da menina jogada pela janela. Mesclado com o cirurgião que fez picadinho, a dengue e o escândalo do Fenômeno. Este último parecer ser o próximo assunto a ser exaurido. Lembram do Bateau Mouche que naufragou em Copacabana? Se não lembram, não se assustem. Logo acontecerá o mesmo com as manchetes mencionadas acima. Em 1988, um barco naufragou no reveillon e mais de 50 pessoas morreram. A notícia ficou no ar por tanto tempo que virou uma metáfora na minha casa.

Obviamente, sinto pela morte das pessoas. Seres humanos no meio de suas vidas, alguns celebrando, outros querendo amor ou dormir. O incômodo está na ausência das outras notícias. Os bancos de dados da ministra nem são mais comentados.

O mais incrível não é o desaparecimento de outros assuntos tão infelizes quanto estes, mas a quase inexistência de boas novas. Outro dia, assistindo ao jornal, ouvi Sandra Annenberg com um pequeno sorriso de alívio dizer “Até que enfim uma notícia boa”. Fiquei tão extasiada com a frase que nem me lembro da tal bem aventurada informação.

Ás vezes, dá vontade de parar como parece que acontece com o Brasil durante essas manchetes. Felizmente, ou não, isto é apenas uma impressão e o mundo continua em seu translado. E nós também. Da mesma forma, podemos nos envolver tanto com um assunto a ponto de perder a perspectiva.

Essa movimentação pode ser ótima quando estamos num período produtivo, mas quando a Roda da Fortuna gira… Ui! Pode ser desastroso.

Acho que vou dar um tempo dos noticiários e passear pelos parques, ver a beleza deste outono que acaba de chegar.

Tristeza nem com hora marcada

A percepção do tempo torna-se cada vez mais fugaz com o passar dos anos. De fato, o tempo não muda. Quem muda somos nós. Com nossos prazos e tarefas a cumprir. Nem percebemos o tempo. Acredito que o tempo é uma questão de escolha. Sim, o que fazemos com ele em detrimento de outras atividades, é uma escolha. Pode não ser simples fazer esta opção, mas somos nós que fazemos a sinfonia do nosso cotidiano.

Extrapolando questões de ordem prática, percebi algo extremamente útil e benéfica. A tristeza, ou melhor, o sofrimento também é uma escolha. Acalmem-se. Sei bem que o mundo não é cor-de-rosa, e muito menos rosa-choque. Digo o seguinte: já que a vida nos acomete com tristezas e infelicidades sem que possamos fazer nada para mudar; a única alternativa que nos cabe é não repudiar em cima destes fatos. Se existe algo que te machuca, porque continuar batendo nesta tecla e revivendo essa dor? A dor existe por si só e não precisamos alimentá-la.

Há tanto o que fazer com o nosso tempo, que dá-lo às coisas tristes não faz sentido. Podemos não dar chance às tristezas e infortúnios da vida. Não é relevar, pois isso só traz montanhas para debaixo do tapete (hora ou outra podemos tropeçar nela). Precisamos de mais compreensão conosco e com os outros. Tolerância aos desacertos da vida e dos humanos.

Não podemos fugir dos sofrimentos, mas podemos escolher como lidar com eles. E por mais batido que seja, devemos aprender com isso e mais, superá-los.

Eu escolhi não abrir a minha agenda para a tristeza.

Alguns podem achar que é uma fuga, mas acredito que seja mais uma opção de vida.

E a sua qual é?

Tempo

Coelho - Alice

“Tempo, tempo, tempo, mano velho

Vai, vai, vai, vai, vai, vai
Tempo amigo seja legal”

Pato Fu, meus conterrâneos queridos, obrigada por me falar do tempo. Este é um assunto, um sujeito muito interessante. Precisamos cada vez mais dele, e sabemos gradativamente menos sobre o mesmo. O Coelho de Alice não estava “de bem” com o tempo, por isso corria tanto. Será que não precisamos ser amigos do tempo novamente?

Com toda essa pressão de produzir mais e mais rapidamente para termos mais lucro, para chegarmos antes, para sermos mais bem sucessidos, esquecemos da nossa humanidade. Deixamos de lado nosso tempo pessoal, nem mais lembramos que cada um tem seu ritmo, e nos frustramos quando não fazemos tão facilmente ou agilmente quanto esta ou aquela pessoa.

O tempo também nos ensina e muito. Ansiosos que somos pelos resultados, não aproveitamos o tempo, como faríamos com um amigo. Os dias passam rápido demais e nem vemos, ou quando esperamos aquela resposta ou aquele telefonema, aí as horas se transformam em dias. Ah, o Tempo brinca conosco. E nós só o maldizemos.

Obrigado ao Tempo, por ter me feito aprender tanto!

Desculpas também lhe devo, afinal, se não estou na correria, estou fazendo o tempo passar. Da mesma forma que faria com uma visita indesejada em minha casa.

Será que sou a única a maltratar o tempo?

Cicatrizes da vida

Raio

Na vida aprendemos milhares de coisas e dizem que nem usamos grande parte do nosso cérebro. Provavelmente isto é bem verdade, afinal há momentos que nos pegamos fazendo certas atitudes de tal forma estúpidas que chegam a ser irritantes. Obviamente, somos levados por impulsos, por sentimentos, ou seja lá pelo que for, mas o fato é que de vez em quando cometemos as nossas ‘panaquices’. Com isso, ganhamos cicatrizes. E era sobre isso que eu pensava.

Há também aquelas marcas que nós escolhemos para nossa vida, como piercings ou tatuagens, significam algo para nós e revelam de alguma forma nosso senso de estética, nossos símbolos e etc. E temos aquelas outras cicatrizes, as que não escolhemos, pelo menos não racionalmente. Causadas por pequenas desatenções domesticas ou acidentes mais complexos, estas marotas ficam conosco para o resto de nossas vidas. Ah, claro. Podemos fazer cirurgia plástica, que até camufla bem a tal marca, mas bem ou mal ela permanece seja como apenas um sinal ou mesmo uma sensação em nossa pele.

E para que apagá-la? Pergunto eu. Sei que existem marcas que dificultam as pessoas de conseguirem empregos, mas a marca maior e mais profunda é aquela que não está no corpo, mas sim na sua experiência de vida. Daí esta… hummm… Esta ainda é mais fácil camuflar aos olhos dos outros, mas nunca sairá de nós. E de fato nem precisa ser disfarçadas. Tais sinais simbolizam nada mais que um processo pelo qual passamos e do qual trouxemos uma bagagem (para doar, arrumar ou simplesmente lavar e guardar).

Não começamos do zero. Existiu sempre algo anterior e da mesma forma, haverá o novo, o reinventado.

E o que fazemos com nossa bagagem é nossa escolha. Cada vez mais, acredito que precisamos apenas de uma muda de roupa, um kit higiene pessoal e sapatos. Resumindo, a vida é simples, nós é a complicamos mais do que o necessário. Como disse outro dia uma professora “precisamos parar de gastar o tempo complicando as coisas simples e usá-lo pensando”. Mas as vezes só aprendemos na marra,  e precisamos das marcas para nos lembrar e aprender, até mesmo a não esquecer.

‘De repente dá certo’

super

Este é o título de um livro que li no início da minha adolescência e cuja essência demorou para penetrar em mim, mas Ruth Rocha permaneceu em mim até hoje. Incrível! Pode ser apenas uma frase de efeito, mas faz todo um sentido. É melhor arriscar do que ficar parado.
Lembro-me das aulas da faculdade nas quais um professor dizia que o processo é mais importante que os fins. Contradizendo o conhecido pensamento maquiavélico de que ‘os fins justificam os meios’. Nada mais natural que um historiador se importar mais com o meio do caminho e nele se divertir, do que no resultado final. Com este professor também aprendi que podemos conhecer o fim do filme ou do livro e mesmo assim degustá-lo de maneira única. Aliás, podemos ler inúmeras vezes um livro e ele sempre dirá coisas diferentes, da mesma forma que não podemos nos banhar duas vezes nas águas de um mesmo rio. É a problemática da história com tempo e espaço. Ah! O tempo este menino travesso! Não conseguimos nem ao menos descrevê-lo de forma palpável.
Com este meu processo de aprendizagem, meu senso crítico cresceu e chegou a dimensões exorbitantes, quase como a inflação estava na década de oitenta! Parei de acreditar no mundo cor-de-rosa, finais felizes e príncipes encantados. Aprendi que o mundo pode ter várias cores e por isso se torna interessante, embora a maior parte do tempo sejam tons de cinza que imperem. Os finais existem e na maioria não são felizes. Por ser membro da sociedade ocidental fico triste quando há um fim, seja de um filme, de uma vida, de uma barra de chocolates, de uma viagem ou de um romance. E aqui volto a falar do processo. Sabendo que os fins existem, passei a não acreditar mais nos começos. Afinal pra que começar algo se vai acabar? Pelo processo! Por tudo aquilo que aprendemos e conhecemos ao longo de um caminho. A segunda vez vai ser mais fácil que a primeira e assim sucessivamente. É claro que o encantamento do novo se perde, mas a beleza do caminhar torna-se mais plausível.
Nunca vamos nos apaixonar tanto quanto com nosso primeiro amor, no entanto os demais vão ser mais reais e menos idealizados (eu disse menos, pois sempre idealizamos!). Em outros casos, a primeira experiência é justamente a pior e ficamos felizes ao descobrir que outras virão.
A magia com o tempo vai dando lugar ao mundo. Os olhos de uma bixete de 18 anos perdem o brilho ao longo da graduação. O mercado de trabalho pode nos tornar mais duros e acinzentados, mas não podemos esquecer que há outras cores no mundo. Há outras flores no campo e nem sempre o gramado do vizinho é melhor. Lembrem-se que o seu gramado é seu! E cabe a cada um de nós cultivar nossas begônias, margaridas e orquídeas.
O filme “Terra das sombras” ainda ecoa em mim com estas palavras “a tristeza de hoje faz parte da felicidade de então”. Tudo faz parte do processo. Precisamos aprender quanto de água as plantas do nosso jardim precisam e com qual frequência devemos regá-las. Quando será necessário adubar? Como fazê-las florescer ou dar frutos? Só a prática pode nos trazer respostas, seja pela pesquisa ou consultoria com pessoas que conheçam tal flora mais adequadamente ou no caso da vida, simplesmente se permitindo viver!
E a pergunta mais importante, eu diria que é: “Como?”. Como fazer da sua vida algo intenso, produtivo e feliz? Respostas? Tenho uma: cada um tem a sua forma, cada um tem a sua resposta. Portanto: precisamos viver. O futuro a nós pertence e somos responsáveis por nossa colheita de amanhã, não podemos nos prender nos remorsos e na história contrafactual. Como diria o super-homem: Para o alto e avante!

Despedidas e Boas Vindas

Salto alto
Um ano passou, se depediu e partiu. Nós ficamos, alguns se foram e outros estão ausentes temporariamente. Difícil enfrentar as obras da Roda da Fortuna tão prontamente e de peito aberto.

De repente, estamos trancados em nós mesmos com medo de perder outros. Não deixamos ninguém mais entrar no nosso mundo. Fechados para balanço. Poderíamos simplesmente pendurar a plaquinha e ficarmos satisfeitos. Háh! Providencia divina ou não. As possibilidades de mobilidade e passos adiantes aparecem, mas não sutilmente, elas fazem tanto barulho e te chacoalham de tal maneira que nem se fosse possível você ficaria estático.

Aliás, um conceito que não sei se existe: Estático. A eletricidade estática existe. Fato. Já provei dela e não fui a única.

A impossibilidade de parar o mundo para pensar nos faz refletir! O cérebro que não pára! Mundo cão! Cão, cachorro… podia ser fofinho, né? Ele tem seus momentos, o universo nos dá algodão doce e depois te pergunta: ‘E aí?’. Instaura-se o pânico. O mundo exige sua manifestação e mesmo se nos negamos a fazê-lo mais tarde teremos que enfrentar o dragão que estará mais forte e mais cheio de si a cada instante que os deixamos de lado.

É preciso enfrentar o mundo, a contingência. Viver! Perdemos muita coisa, mas o que ganhamos… Ah! Se vale a pena? Nem tenho palavras. Aprendemos… de tudo um pouco. Desde elétrica básica até filosofia, somos assim! Múltiplos e cheios de ruído!

O silêncio pode existir, mas caso exista um ser lá… ele acaba! Sua respiração, suas sinapses… sua vida enche o silêncio de sons!

Viva os sons!
A música e a dança!
E viva o Salto Alto!

Continuamos. Ou nas palavras do Sr. Johnny: “Keep walking”! Or dancing!

Coisas da Vida

Colombia Colômbia: Resgate frustrado, negociações suspensas, será que os reféns estão mortos? Ou será que já se conformaram com a situação? Se estiverem vivos, podem ter se acostumado com o que foram obrigados a aceitar, mas ainda resta alguma esperança. Sem esse sentimento, a vida perde o sentido, o valor e, com isso, nos perdemos de nossos objetivos…

Brasil Brasil: fim do CPMF. Certo. Não pagaremos mais o imposto dos cheques, porém o governo terá que trazer outra taxa à tona ou aumentar as que já existem. Dado que o tal do imposto representava certa de 4% da arrecadação nacional. Resumindo: não nenhum refresco.
O problema, na verdade, não está na cobrança de quaisquer que sejam as taxas e sim na ausência ou falha na hora de aplicar a quantia arrecadada em prol da população, ou seja, nos oferecendo serviços de qualidade (ou no nosso caso, ao menos algum serviço!). Se pagássemos e recebêssemos em troca o que nos foi prometido, da forma que foi explicado, não havia um problema.

Quenia Quênia: Igreja pega fogo. Detalhe sórdido: com desabrigados dentro. Nem consigo comentar essa notícia.

Brasil Brasil, Rio Piracicaba-MG: Incêndio na delegacia mata 8 presos. Mais uma delegacia superlotada e em péssimas condições estruturais. O carcereiro saiu e levou a chave! Como assim??? Mais uma notícia que não dá nem pra comentar.

Essas manchetes circularam e estão ainda rolando pelos jornais e noticiários.
Não consigo deixar de ficar indignada com a limitação do nosso poder. Também está sendo veiculada uma campanha do TSE na qual somos informados que a responsabilidade de quem foi escolhido nas eleições é nossa (dos eleitores) e que se ficarmos ‘de olho’ e comunicarmos nossas insatisfações podemos mudar o rumo deste bonde!
Ontem, num momento interessante, assisti ao capítulo da novela Global das 8 (quero dizer 9) e nele, o tal chefe da favela diz que as eleições são só para os eleitores (população) terem a impressão que a escolha é nossa, assim como o poder ou próprio Governo está nas mãos do povo. Reparem no conteúdo disso! Por volta das dez horas da noite, do segundo dia do ano, soltam esta bomba ao telespectador. Acalmem-se é só a novela. Lá o mocinho vai dar um jeito, o ditador vai morrer por algum motivo e os eleitores viverão felizes para sempre… Na ficção.
E a gente que não tem mocinho, nem mocinha? Somos humanos, temos várias caracteristicas, não somos ‘do bem’ ou ‘do mal’. Embora este maniqueísmo facilitasse muito, não existe.
Continuo querendo saber uma resposta para pergunta do Drummond: E agora, José?

Uma gata, um incêndio e o Natal

Gata

O mundo não pára, da mesma forma que o tempo como disse outrora o Cazuza.
Após vários filmes sobre o nascimento de Cristo e sobre a lenda do bom velhinho, não pude deixar de ser capturada pelo lado místico dessa época.
Fui invadida por uma gata. Chega uma gata toda pretinha com uma mancha branca no peito do lado direito, olhos cor de mel. Um charme! O primeiro dia fiquei indignada. Quem ela pensava que era para estar na minha casa? No segundo dia, repensei a visitante, um gato preto em minha vida só podia ser sinal de sorte e eu não poderia deixa de acolher a boa chance. Fora isso, a feminilidade que floresce de um felino fêmea é apaixonante. Dizem umas lendas que as bruxas sempre tem um gato preto. Quem sabe a idéia é a partir do mito de Lilith do qual pode ter surgido a ideologia de que o mal paira sobre a mulher. De toda forma, acabei me identificando com a gata, quero dizer, criei vinculo. E desde então, estou dando leite pra menina, ou seja, pra minha querida e charmosa Pretinha, como a música do Moraes Moreira “Preta, preta, Pretinha”.
Posso ter sido invadida pelo espírito de Natal, o amor ao próximo etc. Afinal, racionalmente, adotar uma gata cujo histórico é desconhecido não é deveras saudável. Imagine para alguém com mania de limpeza, quase um milagre. O bom é que com o passar dos dias posso investigar mais sobre minha nova amiga e cuidar melhor dela. Vacinas e veterinário são minhas próximas tarefas! Detalhe, a mocinha parece ter conquistado até o coração do cachorro aqui de casa.
Após todo esse momento “love is in the air”, vejo notícias sobre o incêndio no Hospital das Clínicas! Sim, aquele mais famoso, maior, melhor e mais respeitado! E o jornal ainda relata que havia uma operação em andamento durante o incêndio. Detalhe, nada se falou sobre descobrir as causas do fogo e a notícia foi a mesma em alguns noticiários diferentes. A ausência da preocupação com a orígem do problema me foi chocante. A minha necessidade de resolver tal questão era tamanha que ao ouvir o incío da seguinte frase, achei que já se tratavam dos responsáveis: “Enfermeiros do próprio hospital” – pausa – “ajudaram no resgate dos pacientes”. Algum interesse em interromper a cirurgia de um homem com seis tiros? Ou no fechamento do hospital?
Fora isso ainda tem o grupo de cinquenta motociclistas que assaltaram o Posto de gasolina levando 60 litros de gasolina. Uma inovação. Roubam motos, assaltam Postos e fazem o que quiserem antes de abandonar as motos. Ô criatividade.
Lista de pedidos para o Papai Noel:
Mais saúde,
Noção,
Amor
E gata!
para todos.

Lutas e vitórias

Brennand

Ainda bem: que existem pessoas que acreditam nas revoluções, mas as desvantagens são inúmeras aos mesmos. Sofrem da violência em resposta às suas crenças. Se há um ato contrário à maré em voga, a força da onda da vez é arrebatadora, causa destruição e deixa cicatrizes.
O silêncio tem sua função, mas infelizmente o ato de calar acaba significando consentimento e a realidade não é bem essa. A mudez pode ser algo desde o conformismo até (pessimista) e a ignorância (alienação). Mais uma vez, vejo que cada um tem uma forma de se manifestar ou de produzir alguma diferença, mesmo que seja pela teoria do caos.
É preciso conhecer para se envolver. Em se falando da cultura nacional, sem saber de nossa tão rica e variada cultura, movimentos sociais, entre outros, como podemos aumentar nossa auto-estima nacional? Usar a memória produtiva e não destrutiva, devorar e resignificar as idéias. Garantindo a modificação pelo novo que é criado a partir da nossa memória.
É fato que escutamos a história dos vencedores, a minoria de hoje pode ser entendida como perdedores, ou então, da forma que prefiro: são os vencedores, os que continuaram, permaneceram e sobreviveram às lutas de outrora.
Eu mesma estou cansada. Cansada de ouvir e ver que nada faz diferença. As mudanças são micro e as necessidades macro. A máquina do Estado não permite, quer dizer, não tem interesse em adequar a realidade às necessidades pedidas.
É triste, mas me enquadro num dos tons do conformismo pessimista. Creio que para modificar algo precisamos de muitas conversar abertas, ou seja, diálogo s nos quais ambos interlocutores se escutem de verdade. Não adianta ficar ouvindo os “nãos” da vida, precisamos ver o que o outro oferece, apesar da negativa. Quando nos propomos a negociar, há que ceder e ter concessões.

Congresso Nacional de Museus

Em breve mais textos serão publicados, por enquanto abro o espaço para a reflexão que tem tomado conta de meu tempo:

COngresso

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