Uma gata, um incêndio e o Natal

Gata

O mundo não pára, da mesma forma que o tempo como disse outrora o Cazuza.
Após vários filmes sobre o nascimento de Cristo e sobre a lenda do bom velhinho, não pude deixar de ser capturada pelo lado místico dessa época.
Fui invadida por uma gata. Chega uma gata toda pretinha com uma mancha branca no peito do lado direito, olhos cor de mel. Um charme! O primeiro dia fiquei indignada. Quem ela pensava que era para estar na minha casa? No segundo dia, repensei a visitante, um gato preto em minha vida só podia ser sinal de sorte e eu não poderia deixa de acolher a boa chance. Fora isso, a feminilidade que floresce de um felino fêmea é apaixonante. Dizem umas lendas que as bruxas sempre tem um gato preto. Quem sabe a idéia é a partir do mito de Lilith do qual pode ter surgido a ideologia de que o mal paira sobre a mulher. De toda forma, acabei me identificando com a gata, quero dizer, criei vinculo. E desde então, estou dando leite pra menina, ou seja, pra minha querida e charmosa Pretinha, como a música do Moraes Moreira “Preta, preta, Pretinha”.
Posso ter sido invadida pelo espírito de Natal, o amor ao próximo etc. Afinal, racionalmente, adotar uma gata cujo histórico é desconhecido não é deveras saudável. Imagine para alguém com mania de limpeza, quase um milagre. O bom é que com o passar dos dias posso investigar mais sobre minha nova amiga e cuidar melhor dela. Vacinas e veterinário são minhas próximas tarefas! Detalhe, a mocinha parece ter conquistado até o coração do cachorro aqui de casa.
Após todo esse momento “love is in the air”, vejo notícias sobre o incêndio no Hospital das Clínicas! Sim, aquele mais famoso, maior, melhor e mais respeitado! E o jornal ainda relata que havia uma operação em andamento durante o incêndio. Detalhe, nada se falou sobre descobrir as causas do fogo e a notícia foi a mesma em alguns noticiários diferentes. A ausência da preocupação com a orígem do problema me foi chocante. A minha necessidade de resolver tal questão era tamanha que ao ouvir o incío da seguinte frase, achei que já se tratavam dos responsáveis: “Enfermeiros do próprio hospital” – pausa – “ajudaram no resgate dos pacientes”. Algum interesse em interromper a cirurgia de um homem com seis tiros? Ou no fechamento do hospital?
Fora isso ainda tem o grupo de cinquenta motociclistas que assaltaram o Posto de gasolina levando 60 litros de gasolina. Uma inovação. Roubam motos, assaltam Postos e fazem o que quiserem antes de abandonar as motos. Ô criatividade.
Lista de pedidos para o Papai Noel:
Mais saúde,
Noção,
Amor
E gata!
para todos.

One thought on “Uma gata, um incêndio e o Natal

  1. David diz:

    Muito bem, peculiaridades a parte, e pausa à aversões: até que na peça Os Saltimbancos a Gata é uma personagem muito interessante e nostálgica, por fazer lembrar uma época mágica da “infância querida, aurora da vida, dos tempos que não voltam mais”… mas tá bom por aí, né?
    Reconheço que o espírito natalino realça nossa necessidade de fazer o bem, ser um bom escoteiro, ajudar pessoas (pessoas!), e aí vem essa gata! Ahmeudeusdocéu! Gatos e seus ninhos… me lembram um guarda-roupa, gavetas e várias peças de roupa no lixo (depois pergunte pra mãe como foi essa aventura da gata no nosso guarda-roupa).

    Bom, espero que essa aí esteja mais para Saltimbanca do que a do episódio mencionado.

    Beijão
    D

    PS.: o Padok não conta como cachorro, não só por ele ser meio devagar, mas porque ele parece ter se aposentado há algum tempo dessa função. Agora só quer saber da boa vida!

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