Despedidas e Boas Vindas

Salto alto
Um ano passou, se depediu e partiu. Nós ficamos, alguns se foram e outros estão ausentes temporariamente. Difícil enfrentar as obras da Roda da Fortuna tão prontamente e de peito aberto.

De repente, estamos trancados em nós mesmos com medo de perder outros. Não deixamos ninguém mais entrar no nosso mundo. Fechados para balanço. Poderíamos simplesmente pendurar a plaquinha e ficarmos satisfeitos. Háh! Providencia divina ou não. As possibilidades de mobilidade e passos adiantes aparecem, mas não sutilmente, elas fazem tanto barulho e te chacoalham de tal maneira que nem se fosse possível você ficaria estático.

Aliás, um conceito que não sei se existe: Estático. A eletricidade estática existe. Fato. Já provei dela e não fui a única.

A impossibilidade de parar o mundo para pensar nos faz refletir! O cérebro que não pára! Mundo cão! Cão, cachorro… podia ser fofinho, né? Ele tem seus momentos, o universo nos dá algodão doce e depois te pergunta: ‘E aí?’. Instaura-se o pânico. O mundo exige sua manifestação e mesmo se nos negamos a fazê-lo mais tarde teremos que enfrentar o dragão que estará mais forte e mais cheio de si a cada instante que os deixamos de lado.

É preciso enfrentar o mundo, a contingência. Viver! Perdemos muita coisa, mas o que ganhamos… Ah! Se vale a pena? Nem tenho palavras. Aprendemos… de tudo um pouco. Desde elétrica básica até filosofia, somos assim! Múltiplos e cheios de ruído!

O silêncio pode existir, mas caso exista um ser lá… ele acaba! Sua respiração, suas sinapses… sua vida enche o silêncio de sons!

Viva os sons!
A música e a dança!
E viva o Salto Alto!

Continuamos. Ou nas palavras do Sr. Johnny: “Keep walking”! Or dancing!

2 thoughts on “Despedidas e Boas Vindas

  1. David diz:

    E não é que do nada surge muita coisa? E some também…
    Você está escrevendo, lápis e papel a mão. Algo te destrái. Você coloca o lápis na mesa, se vira e deixa se envolver com seja lá o que foi, ou apenas se dá conta que não vale a pena e retorna ao seu papel. Mas… e o lápis? putz… sumiu! Como assim, sumiu? Pois é, sumiu… ! Aí você sai desesperadamente procurando o lápis e, após muito procurar, encontra-o caído ao lado da sua cadeira, com a ponta quebrada. Aí quando você se volta para fazer novamente o que fazia, após apontar novamente o lápis, reler e retomar o raciocínio, dá-se conta de que aquilo já não faz mais tanto sentido. Mais ou menos como essa logomáquia aqui escrita! Assim, você pára novamente, se enche de um sentimento absurdo e dipara a rir! Afinal de contas, isso seria o mais óbvio resultado de tanto esforço para chegar a lugar nenhum e perceber que toda a sua sinapse fora “disperdiçada” só para apontar um lápis!

    Disperdício? Lógico que não! Afinal de contas, você quebrou o silêncio daquele seu espaço e manteve a ordem natural do universo, mantendo o silêncio ocupado em procurar outro lugar para silenciar!

    Beijão Lô!

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