Tristeza nem com hora marcada

A percepção do tempo torna-se cada vez mais fugaz com o passar dos anos. De fato, o tempo não muda. Quem muda somos nós. Com nossos prazos e tarefas a cumprir. Nem percebemos o tempo. Acredito que o tempo é uma questão de escolha. Sim, o que fazemos com ele em detrimento de outras atividades, é uma escolha. Pode não ser simples fazer esta opção, mas somos nós que fazemos a sinfonia do nosso cotidiano.

Extrapolando questões de ordem prática, percebi algo extremamente útil e benéfica. A tristeza, ou melhor, o sofrimento também é uma escolha. Acalmem-se. Sei bem que o mundo não é cor-de-rosa, e muito menos rosa-choque. Digo o seguinte: já que a vida nos acomete com tristezas e infelicidades sem que possamos fazer nada para mudar; a única alternativa que nos cabe é não repudiar em cima destes fatos. Se existe algo que te machuca, porque continuar batendo nesta tecla e revivendo essa dor? A dor existe por si só e não precisamos alimentá-la.

Há tanto o que fazer com o nosso tempo, que dá-lo às coisas tristes não faz sentido. Podemos não dar chance às tristezas e infortúnios da vida. Não é relevar, pois isso só traz montanhas para debaixo do tapete (hora ou outra podemos tropeçar nela). Precisamos de mais compreensão conosco e com os outros. Tolerância aos desacertos da vida e dos humanos.

Não podemos fugir dos sofrimentos, mas podemos escolher como lidar com eles. E por mais batido que seja, devemos aprender com isso e mais, superá-los.

Eu escolhi não abrir a minha agenda para a tristeza.

Alguns podem achar que é uma fuga, mas acredito que seja mais uma opção de vida.

E a sua qual é?

6 thoughts on “Tristeza nem com hora marcada

  1. Érica diz:

    Droga…tinha feito um comentário gigante, agora já perdeu a graça…

    Mas vou tentar…

    Winnicott, meu psicanalista predileto, discordaria em gênero e número de você.

    Ele acredita no valor da tristeza e acha muito importante vivenciá-la em todo seu percurso. Além de acreditar que é um preconceito social não vivê-la. Ele odeia frases do tipo: “não chora, vai passar…”

    Então, entendo o seu ponto de vista, mas acho que quando você se perde na felicidade, fugindo da tristeza, você corre o risco de se alienar. E alienação não é muito popular nos dias de hoje…rs

    Bjao…precisamos nos encontrar

  2. David diz:

    Concordo, aplaudo e assino embaixo!

    O nosso livre arbítrio é que nos faz deslocar para as escolhas que fazemos.
    Lembrei de uma fala do Gandalf, no Sr dos Anéis, na qual diz que só decidimos o que fazer com o tempo que nos é dado. É uma das maiores verdades. Afinal de contas, se somos senhores de nossas decisões, somos senhores de nossos destinos e de nosso próprio tempo!

    Como diz Gilberto Gil: “Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei: desperitai as velhas formas do viver! (…) Água mole, pedra dura, tanto bate que não sobrará nem pensamento “.

    Beijo Lô
    do mano

  3. Ixi, acho que não deixei claro que a tristeza faz parte da vida… e sim aprendemos bastante com ela…
    Não concordo com o sofrimento excessivo, só isso.
    Acho que não podemos, nem devemos dar força ao sofrimento.
    Precisamos assimilar nossas perdas, derrotas e etc, mas sem se maltratar com isso…
    Esta é a escolha, porque já que a tristeza não tem fim… e a “Felicidade foi-se embora, e saudade no meu peito ainda mora”… temos que lembrar do Gil.. e da ‘Banda’ do Chico…
    Que comentário musical…rsrs
    bjos

  4. Simpleste Maria diz:

    Concordo perfeitamente consigo! Temos que afastar o medo e a tristeza. Veio -me parar á mão este blog é achei graça. É um processo que tenho estado a fazer á alguns meses e penso que com algum resultado. Procurar coisas que nos deem alegria, para fugir á tristeza e po-la bem longe.Peno que quem cultiva a tristeza tem uma mente muito forte,pq ás vezes pode -se aprender alguma coisa com ela.Por ex se nao estivéssemos tristes nao podíamos dar valor á alegria e blá blá

    Mas agora nao quero saber dessas coisas e quero apenas tentar cantar,hoje mais triste, amanha mais confiante.Será Que isto se aprende como o B A = BÁ?

    Quem sabe…não custa tentar.

    Um abraço

    Bom continuação para o blog

    Se quiser mandar-me um olá não hesite,será com prazer.

    Uma abraço

    Maria

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