Amor à flor da pele

17-09-08


Conversando com amigos e lendo outros blogs e textos, percebi que sempre me falta algo quando escrevo: o uso veemente do EU. Ou nas palavras de uma amigo “me faltam vísceras à mostra”. Realmente, mostrar minha essência é demasiado difícil, pois não considero meu interior mais do que um grande mar de água com açúcar. Sonhos de uma garota mimada.

Seguindo o conselho deste interlocutor, tentarei aqui mostrar as dores, os calos, as remelas, o chulé e o sangue (seja o que eu já tirei de alguém, quanto vice-versa). E “se eles querem meu sangue, terão o meu sangue só assim”, desta forma poderei aparecer, ou melhor: ser. Sem me esconder atrás de uma couraça intransponível, essa muralha invisível e opressora.

Não sei se conheceram o filme “Amor a flor da pele”, mas foi nele que encontrei uma sensação fabulosa. O tempo do filme é lento, como a maioria das narrativas chinesas. Às vezes dá vontade de dormir, confesso que tive que assistir 3 vezes até pegar o sentido dele. Mas o fato é que lá surge um casal, um amor de lugar pouco provável. Oras! Não é sempre assim? Sim, mas e daí? É o seguinte, no sofrimento de uma traição mútua (entre seus cônjuges), na raiva surge o tal amor. Consumado ou não, o sentimento surge e fica. No entanto, as escolhas de cada um deles acabam por afastá-los.

E eu com isso? Eu, eu cansei. Cansei das juras de amor que um dia acabam. Cansei das promessas dos planos não feitos, cansei do “desculpe, mas não é o melhor momento pra mim”. E quando será?!?! Se não agora, quando? A vida é hoje, meu bem. Amanhã, uai, a Deus pertence.

4 thoughts on “Amor à flor da pele

  1. «Nada é permanente neste mundo cruel. Nem mesmo os nossos problemas.»

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  2. A hora é agora.
    Como vi num museu outrora “If not now, when”…
    Não existe paupávelmente o passado, nem mesmo o futuro.
    Temos o presente, que se chama assim não por acaso… portanto aproveitar o momento imediato (apesar de poder parecer imediatismo… algo instantâneo) não é nada além da escolha de ser feliz hoje e não amanhã.
    Obrigada pelos comentários.

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