Linhas

Instalação Maria Bonomi

Instalação Maria Bonomi

Encruzilhada

Em cruz ilhada

Ilha em cruzada


Tenho amor pela vida

Amor pra minha vida

Vida com amor…


Preciso decidir

Agir é necessário

Que tal fugir?


Não me movo

Sou ninguém

Vou sendo.


Quero a simplicidade

Simples desejo

Ação complexa

E a idade chega!

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Festas

Magrit -ceci n'est pas une pomme

Magrit - isto não é uma maçã

13-1-2009

Não havia mais nada. Ou melhor tudo estava lá e, portanto, nada faltava. Não havia do que sentir falta. Assim, surgem as reclamações sobre o mínimo, na verdade, sobre o não realizado. Uma crítica que só é pertinente quando se compara o plano ideal e o realizável. E assim passou mais um ano da minha vida. Perseverante, consegui aquilo que me propus. Sim, dificuldades, sofrimentos e desventuras. No entanto, no final… o saldo me é deveras positivo.

Faltava um irmão e sua família. Neste ano não foi possível, e provavelmente outros trezentos e poucos dias se passarão sem a presença deles. E logo, nasce-me um sobrinho – incrível milagre da vida e produção de amor.

Do que reclamar? O Noel também não trouxe um primo que sempre estivera lá. As regras ortográficas se unificaram, alguns acentos caíram e por que seria diferente com os hábitos? Eu continuo lá, na mesma cadeira, desde os poucos anos de vida. Meus parentes se moveram e eu continuo, apesar de um passageiro discurso adolescente de rebeldia e fuga. Continuo lá.

E o que me falta? Agora vejo claramente. Nada que estivesse lá, ninguém que fosse recorrente, mas algo essencial: a vontade de estar. Não havia mais vontade de estar, a imobilidade não faz mais sentido. Uma nova dinâmica deve ser proposta. Mais especificamente a minha movimentação, seja com gingado no ritmo da capoeira ou na suavidade forte da yoga.

Amor à flor da pele

17-09-08


Conversando com amigos e lendo outros blogs e textos, percebi que sempre me falta algo quando escrevo: o uso veemente do EU. Ou nas palavras de uma amigo “me faltam vísceras à mostra”. Realmente, mostrar minha essência é demasiado difícil, pois não considero meu interior mais do que um grande mar de água com açúcar. Sonhos de uma garota mimada.

Seguindo o conselho deste interlocutor, tentarei aqui mostrar as dores, os calos, as remelas, o chulé e o sangue (seja o que eu já tirei de alguém, quanto vice-versa). E “se eles querem meu sangue, terão o meu sangue só assim”, desta forma poderei aparecer, ou melhor: ser. Sem me esconder atrás de uma couraça intransponível, essa muralha invisível e opressora.

Não sei se conheceram o filme “Amor a flor da pele”, mas foi nele que encontrei uma sensação fabulosa. O tempo do filme é lento, como a maioria das narrativas chinesas. Às vezes dá vontade de dormir, confesso que tive que assistir 3 vezes até pegar o sentido dele. Mas o fato é que lá surge um casal, um amor de lugar pouco provável. Oras! Não é sempre assim? Sim, mas e daí? É o seguinte, no sofrimento de uma traição mútua (entre seus cônjuges), na raiva surge o tal amor. Consumado ou não, o sentimento surge e fica. No entanto, as escolhas de cada um deles acabam por afastá-los.

E eu com isso? Eu, eu cansei. Cansei das juras de amor que um dia acabam. Cansei das promessas dos planos não feitos, cansei do “desculpe, mas não é o melhor momento pra mim”. E quando será?!?! Se não agora, quando? A vida é hoje, meu bem. Amanhã, uai, a Deus pertence.